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Embora seja muito jovem, Laura Gallego García é posivelmente a escritora de literatura de corte fantástico com mais sucesso, tanto a nível de vendas como pelo ainda incipiente projecção internacional. As suas novelas vendem-se por decenas de milheiros e ja foram o vão ser traduzidas a meia dúzia de línguas.
O seu descolagem teve lugar no ano
1998, ao obter o prémio Barco de Vapor com a novela Finis Mundi, convertíndo-se aos seus vinte e um anos em a mais jovem ganhadora de este prestigioso galardón de literatura juvenil. Não deveram errar os júris daquela convocatória, pois em estos momentos, tras treze edições leva ja 125.000 ejemplares vendidos e foi traduzida ao português, alemão e ao italiano. Não é esse o seu único sucesso no certámen, ja que volveu a ganhalo no ano 2002 com La leyenda del rey errante, igualmente un sucesso de vendas que está previsto exportar ao ingés, francés, italiano e incluso ao coreano. Em esta mesma colecção tem publicado também El coleccionista de relojes extraordinarios (2004).
Desde o ano 1999, e especialmente
a partir de 2002, vem publicando dois o três livros anuais, tocando todos os géneros da literatura fantástica, como a ficção científica com tintes ciberpunk em Las hijas de Tara (SM, 2002),
o terror (La hija de la noche, Edebé, 2005), o mistério
histórico (Mandrágora, Pearson/Alhambra, 2003) e, especialmente, a fantasia.
À parte das novelas individuais como Retorno a la Isla Blanca (Brief, 2001) o Alas de fuego (Laberinto, 2005), destaca pelas suas séries. A Trilogia da Torre começou a publicar-se (sem que então estivesse planeada nemhuma continuação) o ano 2000 na colecção El Navegante de SM, com a novela El valle de los lobos. A pessar de tardar um pouco em tomar velocidade, em estos momentos conta já com nove edições e mais de 50.000 exemplares vendidos, sucesso que fai-se extensível ás suas duas secuelas na mesma colecção: La maldición del maestro (2002) e La llamada de los muertos (2003). Toda a trilogia será publicada brevemente na alemanha, pelo
editorial DTV, e no mercado anglosajón, incluindo EE.UU., pela
editorial Scholastic.
Porém, o auténtico
bombazo chegou com a publicação da primeira entrega da trilogia das Memórias de Idhún em outubro de 2004. Este volumen, que leva por intítulo La resistencia, converteu-se num fenómeno editorial, com mais de 70.000 exemplares vendidos em meio ano e uma presença quase ubíqua em qualquer centro de venda de livros. As Memórias de Idhún constitúem uma auténtica epopeia que representa um salto qualitativo no itinerário de Laura Gallego García. Este mesmo outono, coincidindo com a Ibercon sairá ao mercado a sua segunda entrega,"Tríada", que com certeça
significará a consolidação da série como
uma das obras mais importantes do fantástico espanhol.
Ademais de todo este trabalho, Laura Gallego García saca tempo para publicar relatos infantís (¿Donde está Alba?, Max ya no hace reir, Alba tiene una amiga especial y Un fantasma en apuros), rematar a súa tese em filologia hispánica sobre o livro de cabaleirias Belianís de
Grecia, de Jerónimo Fernández, escrever guiões para séries de desenhos de animação em preparação e viajar por toda a Espanha falando nos licéus e nas escolas, compartindo a súa obra e animando aos mais jovens á leitura.
Mais informação em:
www.lauragallego.com
Apresentação por Sergio Mars
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João Barreiros |
| Invitado com o patrocínio de |
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João Barreiros (1952) é licenciado em Filosofia, professor e tradutor. A sua obra inclue a antologia O caçador de brinquedos e outras histórias (1994) e a novela Terrarium (1996, com Luís Filipe Silva), ademais duma dúzia de novelas curtas, como as incluídas em A verdadeira invasão dos marcianos (2004), e uma vintena de relatos publicados em diversos médios. Fundador da Simetria, a associação
portuguesa dedicada ao fantástico, tem recebido prémios em Portugal e Brasil e tem dirigido colecções de ficção
científica para as editoriais Gradiva e Clássica. Actualmente colabora como articulista com Público, Independente, Os Meus Livros e Ler.
Apresentação por Bibliópolis
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